Eu tô cansada.
Perdoa-me, Rilke, eu não sei mais ser a sozinha que você acha que eu devia. Que eu gostava muito de ser. E ainda assim, eu não quero uma companhia. Nem um milhão delas.
Eu só não quero, e quero muito, eu não sei nada.
Me abraça, caubói. Você sabe dizer, calar, intoxicar e acalmar, muito na medida. Irritada e querendo te deixar, eu volto. Porque é você o malandro e eu sou a mulher.
Perdoa-me, Rilke, mas não sei acompanhar minha solidão. Eu sou, só, barulhenta demais. Ou calada demais. Acho que só... mais que péssima demais.
Preciso de uma nova cicatriz ou um teletransporte.