129.
Gosto das minhas cinzas voando janela afora e dos pedaços de papel que minhas mãos largam quando se cansam de segurar o peso do que escrevem. Minhas mãos precisam de freio pra corrigir essa autocondescendência que eu não suporto. Ficam sempre fugindo das conseqüências dos próprios atos e sobra pra minha boca que fala demais falar mais um pouco até estragar o que não podia mais ser estragado, maquiando minhas durezas com desculpas e manchando meu tempo com uma paciência fingida.
Treinei exposição forçada por desespero, não consigo mais me conter.
Treinei exposição forçada por desespero, não consigo mais me conter.

0 Comentários:
Postar um comentário
Assinar Postar comentários [Atom]
<< Página inicial