151.
Preciso partir.
Em breve preciso partir.
Deixo que o estranhamento do que me era mais caro decida de mim o que será e isso é nada. Me entrego à monstruosidade da única opinião sobre mim que me importa mais que a minha própria, como venho fazendo e resistindo e refazendo em direção ao abismo.
Se não sou capaz de exorcizar o único amor que desejei meu ou de ser perdoada pelo único que deixei entrar em mim, tão imperfeita, não sou capaz de ser. Não quero ser.
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